segunda-feira, 22 de julho de 2013
O Salmo 91
Hoje quero falar sobre o Salmo mais conhecido da Bíblia. Sim, aquele que você deixa aberto na sala ou ao lado de sua cama para lhe proteger.Já ouvi falar, não sei se é verdade, que uma pessoa separou vários versículos desta palavra e inseriu entre alguns tijolos de sua casa enquanto construía. Bom, é a fé de cada um. Não devemos criticar.
Aprendi que os salmos são canções de adoração ao nosso Deus. São canções de apelo diante do medo e das necessidades. São canções pedindo a proteção do alto. São canções.Eu gosto de orar o Salmo 91 inserindo meu nome, ou da minha família no texto.
Em algumas interseções chego a pedir ao Altíssimo: “Pai, coloque esta pessoa dentro do Salmo 91”. O Senhor sabe o que na verdade estou pedindo, pois entende as minhas orações e se eu não souber orar, o Espírito Santo ora por mim. Convido você a passear comigo dentro desta maravilhosa canção.
1. Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo- poderoso - Quem é esta pessoa preocupada em esconder-se à sombra de Deus? Quem é este que reconhece o quanto precisa do abrigo do Todo-poderoso?
2. Pode dizer ao Senhor: “Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio”. - Você precisa declarar o quanto confia em Deus. Certamente esta atitude fortalecerá a sua fé.
3. Ele o livrará do laço do caçador e do veneno mortal. - Você tem noção de quantas ciladas o Senhor pode te livrar todos os dias? Quantos convites perigosos, quantos negócios que são verdadeiras armadilhas e até mesmo relacionamentos falsos pode tem tirar a alegria? E palavras venenosas que frustram a nossa esperança? Será que o Senhor quer nos livrar delas?
4. Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade dele será o seu escudo protetor. – Aqui temos a confirmação da proteção de Deus. Seu amor e cuidado nos envolvem como a galinha que coloca os pintinhos sob as suas asas para livrá-los das possíveis presas.
5. Você não temerá o pavor da noite, nem a flecha que voa de dia, - Quantas vezes temos medo da noite ou das setas que são lançadas contra nós através de palavras ou atitudes negativas?
6. Nem da peste que se move sorrateira nas trevas, nem a praga que devasta ao meio-dia? Enfermidades e calamidades não avisam quando irão chegar. Portanto, recomendo pedir a cobertura e proteção de Deus contra estes males.
7. Mil poderão cair ao teu lado, dez mil à sua direita, mas nada o atingirá. Não seremos atingidos pelas provações, porém se formos, teremos força da parte do Senhor para vencê-las.
8. Você simplesmente olhará, e verás o castigo dos ímpios. A justiça pertence ao Senhor e não a nós.
9. Se você fizer do Altíssimo o seu abrigo, do Senhor o seu refúgio,
10. Nenhum mal o atingirá, desgraça alguma chegará à sua tenda.
11. Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos; – Essa é a minha parte preferida do Salmo 91. Sempre digo: Senhor dê ordens aos Teus anjos ao nosso respeito e consigo imaginar o Senhor fazendo isso.
12. Com as mãos eles o segurarão, para que você não tropece em alguma pedra. – Veja o cuidado de Deus com os seus filhos. Quantas vezes nos livra de tantas coisas e nem percebemos?
13. Você pisará o leão e a cobra; pisoteará o leão forte e a serpente. - Estes representam os venenos e os perigos dos quais o Senhor nos coloca acima.
14. Porque Ele me ama, eu o resgatarei; eu o protegerei, pois conhece o meu nome. – Jamais o Senhor vai deixar de cuidar um filho Seu.
15. Ele clamará a mim, eu lhe darei resposta, e na adversidade estarei com ele; vou livrá-lo e cobri-lo de honra. – Assim como nós desejamos o melhor para nossos filhos, Deus deseja que sejamos honrados nesta Terra. Ele se alegra com a nossa prosperidade e sucesso.
16. Vida longa eu lhe darei, e lhe mostrarei a minha salvação. – Para finalizar, o grande propósito de Deus é que recebamos a vida eterna. Ficamos com as palavras do apóstolo Paulo: “Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.” (1 Co 15:19) O melhor está por vir!
domingo, 7 de julho de 2013
Acabou o sal
Fui fazer almoço com entusiasmo, pois gosto de cozinhar para os meus meninos. Estava ali com tudo planejado quando algo inesperado aconteceu para atrapalhar os planos. Vou animada (nem tanto, é só para dar ênfase) ao pote do sal e quando vejo, estava vazio. E adivinhem que dia é hoje? Domingo. E mais: domingo frio e chuvoso, ou seja, não vou sair para comprar sal. Não vou mesmo!
Bom, devo confessar que eu já tinha visto que estava por terminar, mas não me importei. Ontem fui ao supermercado e comprei frutas, bolachas e outras coisitas, mas não lembrei o sal. Sou culpada! Fui eu! E por causa disso o almoço ficou insípido, mesmo com as tentativas de substituir o sal por temperos prontos. Não há mais nada a fazer.
Parece dramático como algo tão fininho e branquinho pode influenciar o nosso dia. Logo ele, o sal, tão quietinho no seu pote, sempre menor do que dos outros condimentos. Como pude não dar importância a quem me serviu sem pedir nada em troca? Esteve sempre ali para dar sabor aos meus dias e colaborar com os pratos que realmente aparecem, sem exigir fama e reconhecimento. Por que deixamos de valorizar pessoas sem expressão na sociedade (sem sal), mas que sempre estiveram ao nosso lado? O que faz com que não tenhamos tempo para os amigos e parentes? Por que não podemos mais bater um papo com a senhora do lanche ou com o tio da padaria? Certamente, eles terão sabor a acrescentar aos nossos dias.
Nas prateleiras de consumo, paramos para as embalagens coloridas e fortes, geralmente a nossa altura ou mais pra cima. Para que olhar aqueles saquinhos transparentes, pequenos e que ficam lá embaixo? Afinal, não precisamos esforço para adquiri-lo, o preço é acessível, o que tira a expectativa da conquista. Questiono-me se não estou desprezando pessoas simples que querem um pouquinho de atenção, somente alguém para ouvir seus dilemas tão insignificantes para os outros, mas de valor imensurável para elas.
Será que amanhã essas mesmas pessoas não farão falta? Mudanças e outras circunstâncias nos farão perceber que a ausência de alguém, dói. Conselhos, risadas, lágrimas e outros momentos são mais significantes do que imaginamos. Estar com pessoas, simplesmente pelo prazer da companhia, sem desejar nada em troca, é nobre. Agradeça o privilégio de ser sabor na vida de alguém. Seja acessível! Acrescento algo interessante sobre o sal. Ele não tem sentido se estiver só. Não vejo ninguém sentado, degustando com prazer um pacote inteirinho do condimento. O papel dele é melhorar outros alimentos e ao fazê-lo dá o verdadeiro sentido do prato. Suas doses são mínimas, se passar do ponto estraga a receita e consumi-lo sem moderação causa doenças. O sal é chique! Só faz e fala o necessário, não é “passado”. A verdade é que preciso comprar sal. Vou comprar dois! Então, vai demorar a acabar...
Bom, devo confessar que eu já tinha visto que estava por terminar, mas não me importei. Ontem fui ao supermercado e comprei frutas, bolachas e outras coisitas, mas não lembrei o sal. Sou culpada! Fui eu! E por causa disso o almoço ficou insípido, mesmo com as tentativas de substituir o sal por temperos prontos. Não há mais nada a fazer.
Parece dramático como algo tão fininho e branquinho pode influenciar o nosso dia. Logo ele, o sal, tão quietinho no seu pote, sempre menor do que dos outros condimentos. Como pude não dar importância a quem me serviu sem pedir nada em troca? Esteve sempre ali para dar sabor aos meus dias e colaborar com os pratos que realmente aparecem, sem exigir fama e reconhecimento. Por que deixamos de valorizar pessoas sem expressão na sociedade (sem sal), mas que sempre estiveram ao nosso lado? O que faz com que não tenhamos tempo para os amigos e parentes? Por que não podemos mais bater um papo com a senhora do lanche ou com o tio da padaria? Certamente, eles terão sabor a acrescentar aos nossos dias.
Nas prateleiras de consumo, paramos para as embalagens coloridas e fortes, geralmente a nossa altura ou mais pra cima. Para que olhar aqueles saquinhos transparentes, pequenos e que ficam lá embaixo? Afinal, não precisamos esforço para adquiri-lo, o preço é acessível, o que tira a expectativa da conquista. Questiono-me se não estou desprezando pessoas simples que querem um pouquinho de atenção, somente alguém para ouvir seus dilemas tão insignificantes para os outros, mas de valor imensurável para elas.
Será que amanhã essas mesmas pessoas não farão falta? Mudanças e outras circunstâncias nos farão perceber que a ausência de alguém, dói. Conselhos, risadas, lágrimas e outros momentos são mais significantes do que imaginamos. Estar com pessoas, simplesmente pelo prazer da companhia, sem desejar nada em troca, é nobre. Agradeça o privilégio de ser sabor na vida de alguém. Seja acessível! Acrescento algo interessante sobre o sal. Ele não tem sentido se estiver só. Não vejo ninguém sentado, degustando com prazer um pacote inteirinho do condimento. O papel dele é melhorar outros alimentos e ao fazê-lo dá o verdadeiro sentido do prato. Suas doses são mínimas, se passar do ponto estraga a receita e consumi-lo sem moderação causa doenças. O sal é chique! Só faz e fala o necessário, não é “passado”. A verdade é que preciso comprar sal. Vou comprar dois! Então, vai demorar a acabar...
quarta-feira, 19 de junho de 2013
Pelo bem de todos, perseveremos na oração
"Orem no Espírito em todas as ocasiões, como toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração por todos os santos.” Efésios 6:18
A prática da oração nem sempre é natural. Acordar já em espírito de oração, não é comum a todos os cristãos. Você, como eu, luta para deixar de lado sua vontade e planos imediatos, e dobrar os joelhos para conversar com Deus. Aprendi que para orar, convidamos o Espírito Santo a nos ajudar. Começamos com dificuldade, pois quando nos colocamos diante de Deus, percebemos com nitidez nossos erros e defeitos.
Parece desanimadora essa palavra, mas não é. Pelo contrário, quero dizer-lhe que somos iguais. Não somos espirituais o tempo todo. Bom seria andarmos no Espírito 24 horas por dia. Quando vencemos a primeira batalha, sair da inércia, e oramos, um mundo novo nasce pra nós, ou melhor, renascemos a cada momento de intimidade com Deus. Paulo encerra o texto sobre batalha espiritual, falando que devemos ter em mente a oração. Deve haver em nós, constantemente a intenção, a vontade de falar com Deus.
Quando saímos da carne e entramos no mundo espiritual através da oração, a experiência é maravilhosa. O dia torna-se diferente. Dividimos com o Senhor nossas obrigações e entregamos a Ele o que não podemos fazer. Se Ele se importa? Claro. Se Deus cansa? Jamais. Ele anseia por cada momento de intimidade com os Seus filhos, a razão do Seu amor.
Comer bergamotas embaixo da árvore
Certa vez alguém me perguntou o que é felicidade pra mim. Prontamente respondi: “Felicidade para mim é comer bergamotas embaixo da árvore em um dia ensolarado de inverno”.
“Mas só isso, Luisa?” – perguntou-me com espanto a minha inquiridora.
Nesse tempo eu estava envolvida em muitas atividades, portanto cansada. Tudo o que eu queria era parar e fazer algo simples. Algo que não exigisse esforço e dedicação. Algo que só faria junto com pessoas bem íntimas (todos sabem o cheirinho que a bergamota deixa nas mãos). Algo que suprisse alguma necessidade e me fizesse sorrir.
As bergamotas representam para mim as coisas simples da vida. Vestir abrigo, calçar tênis. Agradecer a rotina. Estar com pessoas queridas. Rir à toa. Contemplar cada dia como um grande presente do Criador. Andar de mãos dadas. Raspar a tigela do bolo. Comprar esmalte novo para completar a coleção. Fazer palavras cruzadas.
Talvez a bergamotas da árvore lembrassem minha infância na casa da minha avó. Difícil era esperar a geada vir e amadurecer as coitadas das frutas que eram atacadas por mim e pelos meus primos antes do tempo. E como esconder a “arte” já que o aroma me denunciava? Lembro quando dividia as frutas pelos buraquinhos da cerca com a minha vizinha e “primeira” amiga.
O tempo passou depressa desde as bergamotas do pátio da vó Laura. Hoje levo os meus filhos ao supermercado e escolho as frutas para eles. O máximo de trabalho é subir as escadas do prédio com as sacolas e ainda reclamam. Vejam só! As frutas continuam doces, mas o sabor não é o mesmo. Não é mesmo!
Estou contando os dias para as férias de julho. O merecido descanso dos trabalhos da faculdade. Que tempo especial! Tomar chimarrão no sol da pracinha com as crianças, passear com minhas irmãs, namorar. Estar com amigos preciosos, ler muitos livros, buscar mais a Deus.
E as bergamotas? Estão nas bergamoteiras esperando por nós. Boas férias!
terça-feira, 11 de junho de 2013
Crianças falam de amor
"Dos sentimentos é o mais nobre" - assim define-se o amor. Fala-se no amor nas mais diversas formas: amor físico, amor ágape (aquele que não deseja nada em troca), amor filantrópico, amor não correspondido, amor proibido. Usa-se o sentimento para descrever variadas situações. Ora dizemos que amamos a Deus, e também nosso pai e mãe, mas até se declara amor ao cabelo, sorvete, chocolate e carro. Um sentimento tão complexo é bem definido pelas crianças, cujos ídolos são escolhidos ainda pequenos.
Para psicopedagoga Evanise Costa, a criança na idade pré-escolar apega-se a algo que lhe dá prazer e não quer dividir com ninguém. Geralmente o apego é a mãe e os que são mais próximos. “É normal que as crianças, na primeira infância, sejam apegadas a objetos como o “cheirinho”, o bico e brinquedos. Esses são os seus primeiros amores. Aos oito e nove anos apegam-se a professores e todos os que lhe passam confiança, amor e cuidado” – declara.
A psicóloga Magda Schineider comentou que para as crianças de até nove anos, o amor está representado nas pessoas que lhes cuidam, geralmente, os pais ou responsáveis. “Nesta idade seus ídolos estão em casa e principalmente nos pais, os pequenos têm o seu exemplo” – comenta. Já a monitora de um projeto social, Marta Dias, diz que amor é cuidado e confirmação do sentimento através do zelo, das palavras de afirmação e da troca de carinho.
Segundo Marta, a criança precisa sentir-se segura do amor de sua família e o cuidado proporciona essa segurança. Mas o que é amar para as crianças? Quem são seus ídolos? Nada melhor do que ir até elas na escola ou na praça (além das crianças do projeto "Nações em Ação", fomos na Praça da Vila Militar) e perguntar pessoalmente.
“Amar é cuidar de uma pessoa quando ela está doente.” Liana, 7 anos
“Amor é quando meu pai me dá um beijo antes de me deixar na escola.” Ryana, 7 anos.
“Amor é quando meus pais vão à praça tomar mate e conversar. Eu amo minha irmã quando ajudo ela arrumar o quarto. Amor é quando o meu pai joga basquete comigo e me levanta para fazer cesta. Também é quando meus pais saem e minha mana me cuida.” Amanda, 9 anos.
“O que eu mais amo é Deus. Amar e nunca maltratar os animais. Não ajudar as pessoas carentes não é amor. Bater nas pessoas não é amor. Amor é quando o meu irmão me ajuda nos temas e minha mãe me dá colo.” Samuel, 6 anos.
“Amor é quando tu gosta do teu pai e da tua mãe e se tu perder eles, tu fica triste. [...] Amor na minha casa é quando eu brinco e ao voltar pra casa eu tomo café. Eu sei que o meu pai me ama porque ele já morreu e foi para o céu e de lá ele me cuida. Antes de morrer ele disse que me ama e quer que eu seja militar quando crescer.” Mateus, 12 anos.
“Amor é meu pai, minha mãe, meus manos e minha avó. Amor é quando meu pai faz os temas comigo.” Davi, 5 anos.
Ao perguntar para as crianças o que faz com que elas sintam-se amadas, todas responderam que amor é o cuidado da família por eles. É importante observar que não são os presentes e os brinquedos que testificam o amor dos pais aos filhos. As crianças sentem-se seguras quando os familiares demonstram amor por eles uns pelos outros no dia a dia. O amor deve ser demonstrado em pequenas atitudes, coisas simples que para valorizarmos devemos ter coração de criança.
Por: Luisa Neves
quinta-feira, 30 de maio de 2013
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