quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Até que a promessa se cumpra




“Certa ocasião, quando comia com eles, deu-lhes esta ordem: “Não saiam de Jerusalém, mas esperem pela promessa de meu Pai, da qual lhes falei.” At 1.4

         Aprecio as boas conversas durante as refeições. Digo, boas. Planos, memórias agradáveis, risos e brincadeiras. A hora da mesa não é apropriada para falar de problemas ou brigar. É momento de gratidão e comunhão. A oração deve ser de gratidão. Definitivamente, a oração intercessória deve ser realizada em outro momento.

         Jesus conversava com os discípulos enquanto comiam. As pessoas destacam os milagres, mas os conselhos do Mestre foram extraordinários. Quando Ele falava, uma multidão parava a fim de ouvi-lo. Fico a imaginar como era a voz de Jesus: firme, porém suave.

        Nesta passagem bíblica, o conselho é para que os discípulos  aguardassem a promessa de Deus em Jerusalém. Quantas vezes deixamos de consultar ao Senhor e tomamos decisões importantes sem conselho. Permanecer ou seguir novos rumos são passos importantes para o homem e, uma decisão precipitada pode trazer sérias conseqüências.

         E o que dizer sobre esperar? A paciência e a perseverança são atributos indispensáveis. Mais uma vez, sou ministrada em nossas conversas, pois, mesmo com boas intenções, cometo erros por não saber esperar. Ficar, ficar, ficar até que a promessa se cumpra. Para quem é ativo como eu, esse é um exercício árduo.

         Se Deus prometeu, Ele é fiel para cumprir. Fiquemos então, em nossa Jerusalém até que a promessa se torne realidade. Convide Jesus para almoçar com você hoje e, se possível, ouça seus conselhos.

No amor de Cristo,

Luisa Neves

A cerca do Reino de Deus




“Apareceu-lhes por um período de quarenta dias falando-lhes acerca do Reino de Deus.” At 1.3b

         Gosto de saber que Jesus, depois de haver ressuscitado, passou quarenta dias com os discípulos antes de subir ao céu. Não teria sentido, Ele acordar e simplesmente sumir. Havia tantas coisas a serem ditas e, os discípulos queriam estar com Ele para saber de tudo a fim de nos relatar, como fizeram nos Evangelhos.

         Jesus falou a respeito do Reino de Deus. Esta aí um assunto que eu gostaria de “dominar”. Apesar de frequentar a igreja por mais de 20 anos, sou convicta de que preciso aprender sobre este Reino. Sei o que ele não é: comida, bebida e justiça própria. Mas estou longe de saber o que é a grande promessa de Jesus.

Muitos problemas com cristãos são decorrentes da ignorância a respeito do Reino de Deus. Acredito que brigas, divisões, descontentamentos e ambição acontecem quando o Reino é confundido com a instituição igreja. Há uma canção que diz: “Onde estão os filhos que vão preparar o Reino do Pai?” Mas como fazê-lo?
Se os discípulos que estiveram frente a frente com Jesus passaram por um seminário de 40 dias sobre “Reinologia” (palavra que inventei agora, não repitam), o que resta pra nós? Atrás de que reino corremos? Lutamos para alcançar aquilo que não sabemos o que é? Construiremos um edifício sem saber para que servirá?

Finalizo nossa conversa de hoje preocupada em saber mais sobre o Reino de Deus. Só sei que quero ir pra lá porque o Senhor está lá. E como já disse, se Ele prometeu, é porque é melhor do que tudo que temos conhecido. O Reino é o lugar que Jesus prepara para quem deseja estar com Deus na eternidade.

Que seu dia seja lindo!
No amor de Cristo,

Luisa Neves

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Ser como Jesus

“Depois do seu sofrimento, Jesus apresentou-se a eles.” At 1.3a

“Senhor eu quero ser como tu...” Quantas vezes já cantei isso? Inúmeras. Porém, ao me deparar com esse relato vejo minha falta de condições, para não dizer falta de sinceridade de desejar ser como o Mestre.

O sofrimento mencionado aqui não é aquele que sentimos quando as coisas não saem como desejamos. As férias que não aconteceram, os quilos extras, o emprego que não vem e, inclusive, a falta de provisão para quitar as dívidas não se compara com o sofrimento de Jesus.

Não, nem a dor de um divórcio, o abandono do Pai e a rebeldia dos filhos são equivalentes a morte de cruz e a humilhação que Jesus sofreu como castigo porque resolveu amar incondicionalmente o ser humano. Não compare, não seja injusto.
Para mim, o que brilha neste texto é que mesmo sendo traído por seus companheiros, Jesus apresenta-se a eles: “Ei, amigos. Estou aqui. Consegui. Venci a morte. Não, não é necessário se desculpar, não foi nada, a partir de agora só quero estar com vocês.”

Misericórdia da minha vida! Preciso aprender com o Mestre a amar com todos os “apesares” da nossa realidade. Poderia citar várias situações que me levam a pedir para Deus me esconder, aliás, inúmeras vezes orei assim: “Senhor, esconda-me”. Ai, ai, ai.

Jesus apresentou-se, conversou, resolveu as coisas. Poderia ter ido direto para o trono que lhe esperava por 33 anos, mas não, ficou ali, caminhou, visitou, jantou com os discípulos. Tsc,tsc,tsc... Precisamos rever nosso desejo de ser como Ele.
No amor dEle,

Luisa Neves

Deixe-o falar pelo menos por um dia a sós com você

“... depois de ter dado instruções por meio do Espírito Santo.” At 1.2

         Costumo dizer que o livro de Atos é o livro do Espírito Santo. Não que nosso amado Mestre Jesus deixe de ser o centro do livro, jamais deixará de ser, mas não esqueçamos de que o Pai, o Filho e o Espírito são um, e nesse momento das Escrituras é o Espírito Santo que se destaca.

         Para fazermos referência ao nome do blog pergunto: "O que tem a ver o livro dos Atos dos Apóstolos com “realidades”. Tudo! Para nós cristãos, em todos os momentos, deve haver a intervenção do Espírito Santo. Na alegria e na tristeza, como no casamento, a presença do Senhor deve ser constante para nós.

         Ontem eu estava chateada, triste com algumas situações, nada grave. Momentos de angústia, os quais todos nós passamos e, nós mulheres somos experts neles. São pequenas áreas de desconforto emocional que se falarmos, vão nos dizer: “Que bobagem, isso não é nada.”

         Enfim, fiquei só no meu quarto, peguei um livro, larguei, comecei assistir um filme e fingi que estava interessadíssima na estória (não lembro mais o nome de tão interessante que era), ou seja, fiz de tudo, menos orar. Fiquei ali, alimentando o meu descontentamento com autocomiseração.

         Mas quem não faz isso? Concorde, por favor, quero dividir minha culpa. Depois de todas as manhas possíveis da minha alma, fui orar. Abracei uma almofada, sentei no chão e convidei o Espírito a orar comigo. Aliás, queria que Ele orasse por mim. Foi muito bom.

        Como sempre não entendo como o Senhor pode ser tão paciente com seus filhos. Só Ele mesmo...

         Se o próprio Jesus dava instruções por intermédio do Espírito Santo, por que nós achamos que podemos viver sem a ajuda dEle? Somos tão pretensiosos! O ser humano debate-se, dá murros em ponta de facas, grita por independência e sofre, até que se rende à condição de filho, de bebê que precisa de colo, que anda de mãos dadas com o Pai para não tropeçar.

         Que a partir de hoje, coloquemos nossas vidas debaixo da direção do Espírito. Faça um propósito de ouvi-lo com intensidade. Se for necessário, desligue-se de tudo o que compete com a voz d’Ele. Deixe-o falar pelo menos por um dia a sós com você. Eu também vou tentar.
Amo você no amor de Cristo!

Luisa Neves

Nós Igreja


“... escrevi a respeito de tudo o que Jesus começou a fazer e a ensinar, até o dia em que foi elevado aos céus.” At 1.1

     
               
                Inúmeras questões são levantadas sobre o conceito de igreja. Aliás, mais do que interesse no conceito correto, há críticas de todos os lados, inclusive da parte dos cristãos. Estou no lugar certo? É assim que Jesus agiria? Este pastor vai me ensinar o verdadeiro caminho do céu? Que tipo de roupas posso usar, que acessórios devo jogar fora? Que programas são lícitos aos cristãos? Devo dar tudo o que tenho aos necessitados?


                Não tenho a pretensão de responder todas as questões que inquietam os cristãos frequentadores e não frequentadores da igreja, porém quero convidá-los a lermos juntos o livro dos Atos do Apóstolos e, com a igreja primitiva nos aproximarmos do modelo instituído por Jesus.

            Alguns leitores vão questionar o tempo, o estilo e a cultura da Igreja Primitiva. Concordo vivemos em tempos e situações diferentes, porém, os fundamentos da igreja não foram alterados. Se você discordar, peço que acrescente nos comentários suas opiniões, pois com certeza nos edificarão e, sempre que julgarmos necessário, faremos alterações.

            Este “passeio” no livro de Atos é meu e seu. Construiremos juntos, idéias, princípios e valores que devemos retomar para chegarmos mais perto do propósito do Senhor para a igreja. Ressalto que não é um estudo teológico e sim um devocional construído por amigos que amam o estudo da Palavra de Deus.
            Conto com seu apoio e participação. Tenha liberdade de se expressar. Este espaço é nosso.

No amor de Cristo


Luisa Neves

domingo, 29 de dezembro de 2013

A Igreja e a Família

A responsabilidade da Igreja para com a família

            É impossível pensar em igreja sem pensar em família. Desde o princípio, quando criou o homem e a mulher, Deus preocupa-se com a estabilidade desta instituição, a qual é base para todas as outras. A sociedade, infelizmente, trata com desdém esse assunto. Valores que caracterizam a família são destorcidos como “caretice” ou fundamentalismo.

                Os pais já não conseguem impor limites aos filhos e estes perderam a noção de respeito. Jovens se casam se instrução. Cônjuges recorrem ao divórcio por motivos fúteis. Não há governo, não há proteção. Precisa-se reavaliar a família.

                Segundo pesquisa realizada a partir de dados do Registro civil 2012, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgou no dia 20 de dezembro que casamentos têm durado menos e os solteiros demoram mais para se casarem. O IBGE concluiu que a busca por realizações profissionais e a preferência por uniões não consensuais, mostrada pelo Censo Demográfico 2010 são as causas do adiamento dos jovens pela decisão de formalizar seus relacionamentos. Além disso, aumentou 21,8% o número de recasamentos, em relação a 2012 pra cá, ou seja, as pessoas desistiram de lutar por casamentos duradouros.

                Nessas horas penso na responsabilidade do Corpo de Cristo. Não digo apenas a instituição igrejas, mas refiro-me as pessoas que conhecem o poder transformador da Palavra de Deus.Se conhecemos um Deus que traz alegria e restitui o amor onde só há desilusões, porque não estamos vendo dados positivos na sociedade?

                 Brigo pela igreja, a defendo, acredito nela. Porém, quero conhecer e defender a igreja viva,. a Igreja que leva vida onde há morte e dor. O papel da Igreja é olhar com o olhar de Cristo para a família brasileira e incutir a verdade do Senhor, sim, a verdade que liberta, dentro dos lares.

                 A Igreja é responsável por aquilo que faz. Porém não esqueça, de que ela também será cobrada por aquilo que deixa de fazer. Pensemos!

Luisa Neves



                 





Por Luisa Neves




sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Música. Quem não gosta?

Por Alessandra da Fontoura





Jazz, samba, rock, reggae, valsa, pop. Com tanta diversidade, tenho certeza que cada um se identifica com um estilo musical. As preferências podem ser culturais, momentâneas, de acordo com os sentimentos do dia ou, simplesmente, pela melodia e/ou mensagem que cada canção carrega. Porém, na minha opinião, a música é agradável porque vem de Deus.

Eu aqui com meus pensamentos chego à conclusão que Deus ama música, não é verdade? Deus é perfeito e nos fez semelhantes a ele, e é por isso que gostamos tanto de música. Assim, por ser amante das canções, o Pai criou seres que o adorassem por intermédio delas. Capacitou os homens a criarem instrumentos e lhes presenteou com dons para produzir lindas melodias. Com esses atributos se faz adoração e não apenas com sons.

Da mesma forma, as canções são usadas para estreitar o relacionamento do homem com Deus que o criou e o amou com amor eterno. Assim, a música é uma das muitas maneiras de nos rendermos a esse amor.
Davi era um servo de Deus dotado de muitas qualidades. Além disso, era um adorador que tocava o coração do Pai de muitas formas e não somente com música. Sua vida era música para Deus. Davi marcou a história por ser um salmista sem igual. Tocava seu instrumento com o coração e suas palavras eram sinceras.

A verdadeira música é aquela que não é produzida somente por um timbre ou uma harmonia, mas é aquela que se completa à vontade de Deus. Como diz o cantor David Quinlan: “A música é apenas um meio que temos de expressar aquilo que queima em nosso coração, mas não faz de ninguém um adorador. O adorador é aquele que se identifica com o preço que foi pago na cruz.”

Que você possa tocar o coração de Deus com a música da sua vida. Viva a vontade de Deus e seja música para os seus ouvidos.

Que Deus abençoe!