domingo, 9 de fevereiro de 2014

Nós Igreja


“... escrevi a respeito de tudo o que Jesus começou a fazer e a ensinar, até o dia em que foi elevado aos céus.” At 1.1

     
               
                Inúmeras questões são levantadas sobre o conceito de igreja. Aliás, mais do que interesse no conceito correto, há críticas de todos os lados, inclusive da parte dos cristãos. Estou no lugar certo? É assim que Jesus agiria? Este pastor vai me ensinar o verdadeiro caminho do céu? Que tipo de roupas posso usar, que acessórios devo jogar fora? Que programas são lícitos aos cristãos? Devo dar tudo o que tenho aos necessitados?


                Não tenho a pretensão de responder todas as questões que inquietam os cristãos frequentadores e não frequentadores da igreja, porém quero convidá-los a lermos juntos o livro dos Atos do Apóstolos e, com a igreja primitiva nos aproximarmos do modelo instituído por Jesus.

            Alguns leitores vão questionar o tempo, o estilo e a cultura da Igreja Primitiva. Concordo vivemos em tempos e situações diferentes, porém, os fundamentos da igreja não foram alterados. Se você discordar, peço que acrescente nos comentários suas opiniões, pois com certeza nos edificarão e, sempre que julgarmos necessário, faremos alterações.

            Este “passeio” no livro de Atos é meu e seu. Construiremos juntos, idéias, princípios e valores que devemos retomar para chegarmos mais perto do propósito do Senhor para a igreja. Ressalto que não é um estudo teológico e sim um devocional construído por amigos que amam o estudo da Palavra de Deus.
            Conto com seu apoio e participação. Tenha liberdade de se expressar. Este espaço é nosso.

No amor de Cristo


Luisa Neves

domingo, 29 de dezembro de 2013

A Igreja e a Família

A responsabilidade da Igreja para com a família

            É impossível pensar em igreja sem pensar em família. Desde o princípio, quando criou o homem e a mulher, Deus preocupa-se com a estabilidade desta instituição, a qual é base para todas as outras. A sociedade, infelizmente, trata com desdém esse assunto. Valores que caracterizam a família são destorcidos como “caretice” ou fundamentalismo.

                Os pais já não conseguem impor limites aos filhos e estes perderam a noção de respeito. Jovens se casam se instrução. Cônjuges recorrem ao divórcio por motivos fúteis. Não há governo, não há proteção. Precisa-se reavaliar a família.

                Segundo pesquisa realizada a partir de dados do Registro civil 2012, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgou no dia 20 de dezembro que casamentos têm durado menos e os solteiros demoram mais para se casarem. O IBGE concluiu que a busca por realizações profissionais e a preferência por uniões não consensuais, mostrada pelo Censo Demográfico 2010 são as causas do adiamento dos jovens pela decisão de formalizar seus relacionamentos. Além disso, aumentou 21,8% o número de recasamentos, em relação a 2012 pra cá, ou seja, as pessoas desistiram de lutar por casamentos duradouros.

                Nessas horas penso na responsabilidade do Corpo de Cristo. Não digo apenas a instituição igrejas, mas refiro-me as pessoas que conhecem o poder transformador da Palavra de Deus.Se conhecemos um Deus que traz alegria e restitui o amor onde só há desilusões, porque não estamos vendo dados positivos na sociedade?

                 Brigo pela igreja, a defendo, acredito nela. Porém, quero conhecer e defender a igreja viva,. a Igreja que leva vida onde há morte e dor. O papel da Igreja é olhar com o olhar de Cristo para a família brasileira e incutir a verdade do Senhor, sim, a verdade que liberta, dentro dos lares.

                 A Igreja é responsável por aquilo que faz. Porém não esqueça, de que ela também será cobrada por aquilo que deixa de fazer. Pensemos!

Luisa Neves



                 





Por Luisa Neves




sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Música. Quem não gosta?

Por Alessandra da Fontoura





Jazz, samba, rock, reggae, valsa, pop. Com tanta diversidade, tenho certeza que cada um se identifica com um estilo musical. As preferências podem ser culturais, momentâneas, de acordo com os sentimentos do dia ou, simplesmente, pela melodia e/ou mensagem que cada canção carrega. Porém, na minha opinião, a música é agradável porque vem de Deus.

Eu aqui com meus pensamentos chego à conclusão que Deus ama música, não é verdade? Deus é perfeito e nos fez semelhantes a ele, e é por isso que gostamos tanto de música. Assim, por ser amante das canções, o Pai criou seres que o adorassem por intermédio delas. Capacitou os homens a criarem instrumentos e lhes presenteou com dons para produzir lindas melodias. Com esses atributos se faz adoração e não apenas com sons.

Da mesma forma, as canções são usadas para estreitar o relacionamento do homem com Deus que o criou e o amou com amor eterno. Assim, a música é uma das muitas maneiras de nos rendermos a esse amor.
Davi era um servo de Deus dotado de muitas qualidades. Além disso, era um adorador que tocava o coração do Pai de muitas formas e não somente com música. Sua vida era música para Deus. Davi marcou a história por ser um salmista sem igual. Tocava seu instrumento com o coração e suas palavras eram sinceras.

A verdadeira música é aquela que não é produzida somente por um timbre ou uma harmonia, mas é aquela que se completa à vontade de Deus. Como diz o cantor David Quinlan: “A música é apenas um meio que temos de expressar aquilo que queima em nosso coração, mas não faz de ninguém um adorador. O adorador é aquele que se identifica com o preço que foi pago na cruz.”

Que você possa tocar o coração de Deus com a música da sua vida. Viva a vontade de Deus e seja música para os seus ouvidos.

Que Deus abençoe!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Comportamento do pedestre no trânsito - Você é precioso para sua família e para Deus. Cuide-se!

                 Dias atrás saí para caminhar e fiquei assustada com as loucuras do trânsito da minha cidade. Mas não é do motorista que quero reclamar. É do pedestre. Gente, eu acho que algumas pessoas saem de casa com a intenção de se matar. Só pode ser. Abaixo, leia o trecho de um trabalho que fiz para a disciplina de História do Jornalismo. Vamos refletir juntos sobre o papel de quem anda a pé e é a principal vítima em caso de acidentes.

            A consciência de responsabilidade no trânsito deve partir tanto dos motoristas quantos dos pedestres. Ao observar uma hora no centro de Santa Maria, o cidadão verá as loucuras que os transeuntes fazem ao atravessar a rua. Atravessam na diagonal, não olham para os lados, desrespeitam o sinal verde, ignoram a faixa de segurança. Alguns nem andam nas calçadas, preferem andar na pista dos carros e ônibus.

Para a acadêmica de Direito, Jenifer Candaten, 32 anos, a campanha pé na faixa conscientizou o motorista, mas o pedestre relaxou com a própria segurança por pensar que atenção e cuidado é obrigação só do condutor de veículos. “Muitas vezes estamos na faixa perto do Trevo da Uglione, onde é permitido uma velocidade mais alta, 70 a 80km por hora. Os pedestres simplesmente atravessam sem olhar e, o que é pior, sem esperar a gente reduzir a velocidade. Já tive que freiar bruscamente colocando em risco a vida das crianças dentro do carro para não atropelar uma pessoa”, comenta.

Segundo Jenifer, a educação no trânsito deve começar na infância, pois muitos pedestres não colaboram, não prestam atenção. “Deveria haver campanhas de conscientização para quem anda a pé também. Minha mãe me ensinou desde pequena a não passar por trás do ônibus e hoje eu passo esse ensinamento para os meus filhos”, lembra.


“Se o motorista não pode dirigir falando no celular, o pedestre também não pode andar nas ruas distraído com telefones, ipods e afins”, afirma a bacharel em Direito, Rossana Pinheiro, 27 anos. Segundo Rossana, que quase atropelou um rapaz que usava fones de ouvido, os dispositivos móveis distraem o pedestre. “Buzinei, mas ele não me ouviu”, conta.

Para a bacharel em Direito, o comportamento do pedestre é reflexo de sua educação a respeito do assunto. “Quando fazemos autoescola aprendemos a respeitar as leis de trânsito tanto como motoristas como transeuntes. Mas é somente nessa ocasião que somos ensinados com veemência. Seria bom se as escolas e faculdades, fizessem pelo menos uma vez por ano, campanhas de educação no trânsito”, conclui.

Preservar a vida alheia é obrigação do ser humano. Contudo, as pessoas não podem se esquecer de preservar a própria integridade física. Seja atento como motorista. Dirija com cuidado. Preserve a sua vida e a dos outros. Como pedestre, colabore, não seja imprudente ao atravessar a rua. Diminua a pressa. Diante de tanta correria, lembre-se de que a vida humana não tem preço.

Deus lhe deu uma vida. Cuide-se. Você é precioso para sua família e para o Senhor.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Um estranho na caminhada


Dois homens saem do velório do amigo. Preferem ir a pé pra casa. São 11 km, mas insistem, pois precisam conversar sobre tudo o que aconteceu nos últimos dias. Não está fácil de entender. Muito menos de aceitar a morte de alguém que parecia imortal.

Há pessoas assim, que parecem imortais. Cheias de vida. Planos infinitos. Motivam a todos que convivem. Com essas sempre há possibilidades, segundas chances e expectativas. Falo dessas que teimam que a luz do fim do túnel existe, mesmo que não consigamos enxergar.

As conversas depois dos velórios são reflexivas. As pessoas saem conversando sobre a idade do falecido. Ou era muito jovem - devia ter tido oportunidade de aproveitar mais a vida. Se a idade era avançada, o discurso é: “Agora que poderia desfrutar tudo o que plantou, morreu”.

 E o tipo de morte? Esse nunca é justo. Afinal, a morte não é justa. “A morte tem que morrer.” Os acidentes são ridículos, pois não avisaram o coitado de que iriam aparecer. E as doenças? Chatas, insistentes, inoportunas.

Tinham feito planos juntos. Projetos em longo prazo. Reuniam-se nas refeições para falar do governo que estabeleceriam, Não era pouca coisa. Era um governo. Tinham simpatizantes e agregados que seguiam as ideias dele. Alguns desses já haviam pedido as contas do emprego para segui-lo.

Era um homem bom. Havia esperança em suas palavras. Conquistou a confiança de todos. Como pode morrer? Por quê? Bom, ele já estava desconfiado que tramavam a sua morte. Até tentou avisar, mas para os amigos, ele era invencível. Prenderam-no, humilharam, assassinaram na frente de todos. A esperança de um governo justo se foi junto com ele.

A caminhada depois da despedida era densa, carregada de medo e angústia. Todos os que andavam com ele estavam sob ameaça. Talvez nem conseguissem chegar em casa. Os outros estavam escondidos. As mulheres e crianças choravam. Aquele sepultamento não era apenas de um homem, mas de sonhos de justiça e provisão.

Não há alguém que possa substituí-lo. Tampouco quem dê prosseguimento aos seus ensinamentos. Ninguém ensinou como ele. Às vezes era um terno conselheiro, em outros momentos ficava bravo. Mas como não ficar com seguidores tão teimosos?

Era alegre. Preocupava-se com todos. E não é conversa de que só porque morreu virou santo. Foi um homem bom. Por isso o mataram. Foi brutalmente assassinado. Dessas brigas de 20 contra um. Mas ele não reagiu. De certa forma, sabia o que iria acontecer. Talvez os revolucionários tenham que morrer. Será que são predestinados?

No percurso um terceiro homem se aproxima. Juntou-se aos homens que continham o choro. Um mais explosivo reclamava das injustiças da vida. O outro se lembrava do falecido com uma esperança que não entendia. O terceiro homem puxa assunto, pergunta o motivo da tristeza, ouve os desabafos. É estranho como alguém na cidade não saiba dos últimos acontecimentos. Está em todos os jornais. Eles contam tudo, como se a narrativa fosse uma forma de consolo. O ouvinte mantém-se calmo, terno, não há reação em suas expressões.

O estranho começa a falar. Não entende a frustração dos dois. Fala em afastar-se e deixá-los seguirem o caminho. Mas eles insistem na companhia. Suas palavras trazem um estranho alívio. Diz que deviam estar preparados para tudo o que aconteceu. Precisavam ser fortes e continuar os planos.

Quem será este estranho? Será ele que vai dar continuidade aos planos do falecido? Será que já estava tudo combinado? Tudo o que o estranho faz e fala lembra o amigo assassinado há três dias. Definitivamente, a tristeza foi embora. A esperança reacendeu como um milagre.

Fim do percurso - resolvem dividir a janta. Na cultura desses homens, só se compartilha as refeições com os íntimos. Mas o estranho está à vontade. Eles também. A companhia é boa, seus ensinos são fortes. Suas palavras encantam.

Hora de partir o pão. O suspense acabou. Ele. Somente ele, reparte o pão dessa maneira. Como não o reconheceram antes? A dor e a tristeza os confundiram. Mas de uma coisa estavam certos, ele é imortal. Jesus ressuscitou. Agora é correr e contar para os outros. Se vão acreditar? Talvez, não. Mas isso não importa. Ele cumpriu sua promessa: “Eis que estou com vocês todos os dias, até o fim”.



Luisa Neves

*Crônica inspirada na Bíblia, mais precisamente em Mateus 24:13-35. No caminho de Emáus.



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Crônica: Benjamin

Todos os dias é a mesma coisa. O relógio desperta às 6h15. Ele levanta, verifica se o menino acordou, acompanha o movimento e se deita de novo, afinal, não se pode desperdiçar mais umas horinhas de sono de manhã. Ao certificar-se de que o menino arruma-se para a escola, pode voltar a repousar com tranquilidade.

Seis e meia da manhã, o menino e o pai saem. Com o barulho da batida da porta, Benjamin vê a barra limpa e resolve trocar de cama. Já pode aninhar-se no quarto do menino. Ninguém atrapalha seu intento. A mãe e o caçula ainda dormem.

Mais tarde, quando todos estão despertos, ele aguarda o momento de ir para a pracinha de brinquedos. Às vezes diverte-se sozinho, outras com a amiga de folia de todas as manhãs. Poucas vezes em grupo, já que, quando tem mais de um, brigas acontecem. Ben já saiu machucado de algumas delas. Todos correram para socorrê-lo. Chegou a perder sangue.

Mas ele é tranquilo. Gosta de estar só. De prestar atenção nos movimentos. De refletir a respeito daqueles com quem convive, mas que são diferentes dele. Muito diferentes. É complicado entender o quanto Ben ama as pessoas de sua casa, já que não entende a maioria das atitudes e reações dos pais e dos outros meninos.

Se eu pudesse testemunhar a respeito de Benjamin, digo que é fiel e doce. Não puxa brigas e quase sempre é obediente. Quase. Quando recebe ordens que não gosta fica emburrado por um tempo, mas sempre acaba cedendo. Tem personalidade, mas é de bom caráter.

E as manias? Não gosta das portas internas da casa fechadas. Deve ser claustrofóbico. Acolhe visitas com entusiasmo e faz questão de levá-las à porta quando se despedem. Faz caminhadas matinais. No inverno, rejeita as roupas grossas e pesadas. Prefere passar um pouco de frio a andar todo enrolado. Fazer o quê? Cada um com suas manias.

Hora da leitura em família. O menino lê histórias. Benjamin e o caçula escutam atentos. Um tem brinquedos nas mãos. Ben debruça-se para ouvir ou simplesmente pelo prazer da companhia. A família reunida é a sua alegria.


Lá vem o pai dizer que é hora de dormir. “Cada um na sua cama”. O caçula insiste em ficar com a mãe. O mais velho que assistir TV mais um pouco. Benjamin separa-se dos outros. Afinal, cachorros não são pessoas. Devem dormir separados. E quem sabe, daqui alguns dias, na pracinha não poderá mais brincar? Que cachorrada!